Colírio não é tudo igual

A importância de reconhecê-lo como remédio e saber que não deve ser aplicado sem diagnóstico médico

Colírio não brincadeira, pelo contrário, é coisa séria. Mesmo os lubrificantes, comercializados livremente em farmácias, podem trazer sérias complicações se utilizados indiscriminadamente. Mais sério ainda são os colírios com ação de antibióticos e anti-inflamatórios, que só podem ser vendidos sob prescrição médica. Pra te ajudar, listamos os colírios mais comuns e para que servem e como agem no olho. Vasoconstritor Este é utilizado para diminuir a vermelhidão dos olhos. Age contraindo os vasos sanguíneos, que diminui a passagem de sangue na região e deixa o olho com o aspecto mais branco. Se utilizado sem recomendação médica - ou por um período de tempo maior que o necessário - o medicamento pode fazer os vasos perderem sua elasticidade, dando aos olhos um aspecto vermelho irreversível. Além disso, após anos de uso frequente sem acompanhamento, os colírios vasoconstritores podem provocar alterações cardíacas, elevação da pressão arterial e aumento do risco de catarata. Se o olho está constantemente vermelho, é porque algo está errado e é bom você visitar um oftalmologista.

Lubrificante Também conhecido como lágrimas artificiais, o colírio lubrificante é vendido sem receita médica para umedecer os olhos, hidratando e evitando alguns desconfortos. É muito utilizado para casos de olho ressecado, geralmente por conta do clima, ar condicionado, tempo prolongado na frente do computador e baixa lubrificação natural. Ainda assim, é preciso cautela, pois boa parte destes colírios possui conservantes que podem desencadear reações alérgicas e piorar os sintomas de córneas secas em algumas pessoas. Pra quem usa lentes de contato, a atenção precisa ser redobrada. A dosagem precisa de controlada, pois pode danificar o material da lente. Dependendo da composição, mais de seis aplicações por dia pode causar intoxicação nos olhos.

Antialérgico A coceira é o principal sintoma de alergia ocular. Além disso, secreção, inchaço das pálpebras, ardência e vermelhidão fazem parte do quadro. O colírio antialérgico é voltado especificamente para esses casos de conjuntivite alérgica, que são diferentes dos casos de conjuntivite infecciosa. Somente um médico poderá identificar corretamente a causa do incômodo e recomendar o medicamento mais adequado.

Anti-inflamatório É comumente utilizado em pós-operatórios, em conjuntivite de origem viral e inflamação na córnea. Entre os colírios anti-inflamatórios, estão os hormonais (que contêm corticoides) e os não-hormonais. Os do primeiro tipo, principalmente, são bem agressivos, recomendados para casos graves de inflamação. Também por ser muito forte e específica para determinadas doenças, a solução com corticoide deve ser prescrita pelo médico e não pode ultrapassar o tempo de uso previsto, podendo causar opacidade do cristalino, catarata, aumento da pressão intraocular, glaucoma e até mesmo perfuração da córnea em longo prazo.